prefeito João Carlos Buriticupu/MA
Buriticupu, MA — Um rastro de contratos milionários, suspeitas de superfaturamento e indícios de favorecimento escancaram um novo escândalo na administração pública do município de Buriticupu. O Ministério Público do Estado do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da cidade, instaurou procedimento investigativo para apurar possíveis irregularidades em uma série de contratações de combustíveis realizadas pela gestão do prefeito João Carlos.
Segundo o despacho nº 40/2026, autuado sob o SIMP nº 000926-509/2026, a Prefeitura de Buriticupu celebrou, em um único dia — 2 de dezembro de 2025 — nada menos que 26 contratos com a empresa Auto Posto Paulino Ltda, totalizando um valor global de R$ 22.922.400,00. O montante chama atenção não apenas pela cifra, mas pela forma como foi distribuído: contratos simultâneos, com o mesmo objeto, mesmo fornecedor e datas idênticas.
O contrato mais vultoso, firmado pela Secretaria Municipal de Educação, ultrapassa R$ 10,5 milhões, levantando sérias dúvidas sobre o consumo diário de combustíveis pela frota escolar, cuja dimensão conhecida não justificaria tal volume. A promotoria aponta ainda indícios de fracionamento indevido de despesa, prática vedada pela Lei nº 14.133/2021, que regula as licitações e contratos públicos.
Além disso, a total concentração das contratações em um único posto de combustíveis — apesar da existência de outros estabelecimentos no município — pode configurar restrição à competitividade, ferindo os princípios da legalidade, moralidade e eficiência previstos no artigo 37 da Constituição Federal.
O QUE ESTÁ EM JOGO
O Ministério Público determinou a instauração de uma Notícia de Fato, medida preliminar destinada à coleta de documentos e informações que possam delimitar o objeto investigativo. A Procuradoria-Geral do Município foi notificada e terá 10 dias úteis para apresentar:
PREFEITO JOÃO CARLOS NA MIRA DO MP
Embora ainda não haja imputação direta de responsabilidade, o nome do prefeito João Carlos aparece como figura central na gestão que autorizou os contratos. A investigação poderá revelar se houve dolo, negligência ou má-fé na condução dos processos licitatórios e na execução dos contratos.
A população de Buriticupu aguarda respostas. Enquanto isso, o Ministério Público segue firme na apuração dos fatos, e os olhos da sociedade se voltam para o desfecho de mais um capítulo que pode abalar os alicerces da administração municipal.
Esses números reforçam a suspeita de superdimensionamento dos contratos: é combustível suficiente para manter uma frota municipal em operação intensa por anos — o que levanta a pergunta central da investigação: Buriticupu realmente consome tudo isso?
“A transparência é o antídoto contra o desvio. E o povo tem o direito de saber como cada centavo público está sendo gasto.” — trecho do despacho do MP.
A reportagem continuará acompanhando os desdobramentos dessa investigação. Se confirmadas as irregularidades, o caso pode culminar em ações civis públicas, responsabilização por improbidade administrativa e até desdobramentos criminais.
Buriticupu merece respostas. E justiça.
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