A educação pública em Cajari vive um verdadeiro colapso. A folha de pagamento da Prefeitura Municipal referente a dezembro de 2025 escancara uma realidade alarmante: professores da rede municipal estão recebendo salários muito abaixo do piso nacional da categoria, fixado em R$ 4.580,57 para jornada de 40 horas semanais.
Embora os valores brutos se aproximem do piso, os descontos aplicados reduzem drasticamente a remuneração final, deixando educadores em situação de vulnerabilidade e indignação.
A folha de pagamento mostra que diversos educadores receberam menos do que o piso nacional do magistério. Entre os casos mais graves estão:
Aqui só uns exemplos de salários abaixo do piso
Essa lista da própria folha de pagamento evidencia que há muitos professores recebendo muito abaixo do piso nacional, configurando um descumprimento da lei e um ataque direto à valorização da educação.
O prefeito Constâncio Alessanco Coelho de Souza, já criticado por medidas drásticas de exoneração de servidores em setembro de 2025, agora enfrenta uma nova onda de denúncias. A discrepância entre valores brutos e lÃquidos sugere má gestão financeira, falta de transparência e possÃvel irregularidade na aplicação dos recursos da educação.
A crise salarial compromete não apenas a dignidade dos profissionais, mas também a qualidade do ensino oferecido à população. Professores desmotivados e mal remunerados dificilmente conseguem manter o padrão de dedicação exigido pela sociedade.
A gravidade do caso já chegou ao Ministério Público do Maranhão (MPMA). Um Inquérito Civil foi instaurado pela promotora Lays Gabriella Pedrosa Souza, da 2ª Promotoria de Justiça de Viana, para apurar o descumprimento do piso salarial e a valorização dos profissionais da educação no municÃpio de Cajari.
O Diário Eletrônico do MPMA, publicado em 2 de fevereiro de 2026, confirma que o órgão determinou diligências contra a Prefeitura de Cajari. Entre elas:
O caso de Cajari é um retrato da precarização da educação pública no Brasil. Professores, que deveriam ser valorizados como pilares da sociedade, estão sendo desrespeitados em seus direitos básicos.
A gestão do prefeito Constâncio Alessanco Coelho de Souza precisa ser responsabilizada, e cabe ao Ministério Público garantir que a lei seja cumprida e que os educadores recebam o que lhes é devido.
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