Conheça João Bosco, assessor de Felipe Camarão assassinado por Gilbson Cutrim

João Bosco Sobrinho Pereira, que foi executado por Gilbson Júnior em agosto de 2022, era o operador financeiro do então secretário de Estado Felipe Camarão e respondia a vários crimes quando foi executado à queima-roupa no Tech Office. Ele estava pronunciado pelo júri, no Piauí, por um homicídio ocorrido em 2007 em Fronteiras (PI). 

Além disso, a polícia informou quando ele foi assassinado que a vítima possuía registros criminais por atentado contra a liberdade de trabalho mediante violência ou ameaça grave, por estelionato e por ameaça e exercício arbitrário das próprias razões. Contra ele também pesa um boletim de ocorrência registrado por um ex-prefeito contra João Bosco, por cárcere privado.

João Bosco era servidor da Secretaria de Estado de Educação e foi nomeado menos de um ano antes de morrer, no dia 30 de novembro de 2021, por Felipe Camarão, em cargo comissionado de Auxiliar Técnico II, símbolo DAI-5, período em que Flávio Dino era governador do Maranhão.

Conhecido por também atuar como agiota, ele comemorou publicamente a nomeação. Vídeo que circula nas redes sociais traz a euforia com a nomeação. “Tô indo agora ser nomeado superintendente junto à Secretaria Estadual de Educação do nosso querido estado do Maranhão”, celebrou João Bosco.

A investigação

Toda a investigação do caso Tech Office tem origem na cobrança de uma dívida de verba da educação de 2014, referente à prestação de serviço de empresa de vigilância e segurança, em Imperatriz, cujo reconhecimento de dívida foi assinado por Felipe Camarão em 21 de janeiro de 2019. 

A autorização do pagamento da dívida foi assinada pelo secretário adjunto de Orçamento da Seduc e amigo de Felipe Camarão, Delmar Moreira Matias Júnior. 

E foi este valor que resultou na briga entre os agiotas, que acabou na execução de João Bosco. 

GILBSON CUTRIM

Gilbson Cesar Soares Cutrim Junior é o assassino confesso de João Bosco Pereira, executado com tiros à queima-roupa. Foi condenado a 13 anos de prisão, em regime fechado. Pouco mais de dois anos depois de cumprir pena obteve a progressão para o regime semiaberto, em maio de 2026. 

Nesta semana, ele mudou a versão do caso junto ao STF, envolvendo novas personalidades políticas que até então nunca haviam sido citadas em nenhum outro depoimento. Gilbson Júnior é antigo conhecido do sistema prisional, respondendo por crimes como: homicídio por esfaqueamento em 2007, no Anjo da Guarda, em São Luís; homicídio com uso de arma de fogo ocorrido em agosto de 2022; homicídio e tentativa de homicídio a vítimas alvejadas em um veículo, em janeiro de 2023. 

Após o assassinato contra João Bosco, Gilbson ainda se envolveu em outros crimes, chegando a ser preso em tentativa de assalto a agência bancária em São Luís, em 2024.