Mesmo com contrato milionário, Cantanhede padece no escuro e moradores cobram respostas

Apesar da aplicação de mais de R$ 1,5 milhão para a manutenção da iluminação pública, bairros e comunidades rurais continuam enfrentando ruas apagadas e aumento da insegurança.

​A disparidade entre os documentos oficiais e a realidade das ruas segue revoltando a população de Cantanhede. Um mês após as primeiras reclamações públicas sobre o apagão nas vias do município, novos registros fotográficos e vídeos gravados por moradores confirmam que o problema persiste tanto na sede quanto na zona rural. A escuridão continua dominante, mesmo após a Prefeitura formalizar um alto investimento para resolver o impasse.

​Contrato de Mais de R$ 1,5 milhão sob holofotes

​De acordo com o extrato contratual da Secretaria Municipal de Infraestrutura, a gestão do prefeito Kabão assinou o Contrato nº 20260209/2026 com a empresa M. B. CAVALCANTE CONSTRUÇÕES LTDA (decorrente da Concorrência CP 005/2026).

​O contrato, publicado no início de junho de 2026 e com vigência até o fim do ano, prevê o montante exato de R$ 1.559.745,40 destinado a serviços de:

  • ​Manutenção preventiva e corretiva da rede elétrica municipal;
  • ​Substituição de lâmpadas e equipamentos defeituosos;
  • ​Fornecimento contínuo de materiais de iluminação.

​Contudo, para a população local, a cifra contratada contrasta diretamente com a falta de manutenção nos postes de luz da cidade.

​Insegurança e rotina afetada

​A falta de iluminação adequada tem trazido prejuízos diretos ao dia a dia dos munícipes. Entre os principais impactos relatados pela comunidade estão:

  • Insegurança elevada: Vias totalmente escuras facilitam ações criminosas e assustam os moradores.
  • Riscos para trabalhadores e estudantes: A circulação noturna no deslocamento para escolas, faculdades ou trabalho tornou-se perigosa.
  • Perigo no trânsito: A visibilidade reduzida aumenta o risco de atropelamentos e colisão de veículos, especialmente nos povoados afastados do centro.

​Cobrança por transparência e cronograma

​Moradores apontam a falta de clareza na aplicação do dinheiro público e exigem providências imediatas da administração municipal. Os principais questionamentos envolvem:

  1. Destinação das verbas: Quanto do valor global de R$ 1,55 milhão já foi efetivamente pago e executado?
  2. Mapeamento dos serviços: Quais ruas, bairros e comunidades já receberam atendimento da empresa contratada?
  3. Planejamento de atendimento: Qual é o cronograma oficial para solucionar os pontos críticos que permanecem apagados?

Documentos e contratos publicados no Diário Oficial não iluminam as ruas. A população cobra ação prática, fiscalização do contrato e o restabelecimento urgente de um serviço básico essencial para a segurança de todos.”