O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), já cruzou o Rubicão ao tomar o que chamou de “decisão mais difícil de sua vida”: renunciar ao mandato na capital para disputar o Governo do Maranhão em 2026. Contudo, o tabuleiro político exige novos movimentos estratégicos. Além de definir sua chapa — incluindo vice e nomes para o Senado —, a grande incógnita é a sua postura em relação ao grupo dinista.

Há uma clara movimentação de bastidores para aproximar Braide do PT e do vice-governador Felipe Camarão. Embora tenham sido adversários no plano municipal, os dinistas agora buscam uma composição com o ex-prefeito. Mas a união não é consenso entre os aliados de Braide. Os riscos são claros:
Conflito Partidário: O PSD deve lançar Ronaldo Caiado à Presidência, o que dificultaria um palanque híbrido com o PT.
Fim da Neutralidade: O ex-prefeito Braide tem surfado na alta popularidade mantendo-se longe da polarização Lula x Bolsonaro. Mais uma guinada à esquerda poderia afastar o eleitorado de direita ?
Rejeição: Aliados temem que o desgaste e a rejeição ao ex-governador e ministro do STF, Flávio Dino, acabem contaminando a candidatura de Braide.
Nas próximas semanas, Braide terá que decidir se o pragmatismo das alianças vale o risco de mudar seu perfil político ou se mostra que é de fato o político de alianças com direita ou esquerda para vencer uma eleição a todo o custo
(Com informações do jornalista Jorge Aragão