O interventor estadual de Turilândia, Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo, promoveu mudanças na equipe administrativa do município ao exonerar três secretários e dois adjuntos. Essa é a primeira reformulação na gestão desde que ele assumiu o comando da prefeitura por determinação judicial.
Conforme publicação no Diário Oficial, os próprios gestores solicitaram desligamento dos cargos. Parte deles integrava a administração do prefeito afastado Paulo Curió, que foi preso sob suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção.
Foram exonerados das suas funções a secretária de Saúde e Saneamento, Cristina Oeiras Modesto

O secretário de Administração e Finanças, Isaque Ribeiro Aniba

O secretário de Infraestrutura, José Ribamar Nogueira Filho.

Também foram exonerados os secretários-adjuntos Jadson Rayha dos Santos Sampaio, da pasta de Administração e Finanças

Narly Carvalho Costa, da Saúde.

Para recompor a equipe, o interventor nomeou Zaione Parma de Albuquerque como novo secretário de Administração e Finanças. O município segue sob intervenção enquanto a Justiça analisa os desdobramentos do caso.
Paralelamente às mudanças administrativas, o Ministério Público do Maranhão avançou nas investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos na cidade.
No dia 19 de janeiro, o órgão apresentou denúncia contra o prefeito afastado, a atual vice-prefeita, a ex-vice-prefeita e familiares, apontando um prejuízo estimado em R$ 56 milhões aos cofres públicos, no âmbito da chamada Operação Tântalo II.
A denúncia foi encaminhada à desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, responsável pelo caso na 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, que decidirá se a ação penal será aceita. Caso isso ocorra, os investigados passarão à condição de réus.
O Ministério Público também informou que prepara uma nova denúncia, que deve incluir vereadores atualmente em prisão domiciliar e servidores suspeitos de participação no esquema.
Segundo as investigações, Paulo Curió é apontado como líder da organização criminosa, sendo acusado de estruturar e comandar o esquema para desviar recursos públicos por meio de contratos fraudulentos e irregularidades em licitações. Ele também é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A apuração indica que familiares e aliados políticos teriam participação ativa, atuando na movimentação e ocultação dos valores desviados. Entre os denunciados estão a primeira-dama, a vice-prefeita, a ex-vice-prefeita e outros parentes próximos, que, segundo o Ministério Público, desempenhavam funções específicas dentro da estrutura do grupo.
Na ação, o MP-MA solicita a devolução integral dos valores desviados, estimados em mais de R$ 56 milhões, além da perda de bens e cargos públicos dos envolvidos, caso seja comprovado abuso de poder. O órgão também pede a manutenção de medidas cautelares, como bloqueio de bens e restrições judiciais.
As defesas de alguns dos investigados informaram que receberam a denúncia com tranquilidade e afirmaram confiar no andamento do processo judicial para o esclarecimento dos fatos.