Prefeito Amin Quemel
Em meio a denúncias de caos administrativo, a gestão do prefeito Amin Barbosa Quemel , autoriza gasto de mais de R$ 5 milhões com itens de informática, celulares e câmeras, levantando suspeitas de superfaturamento
A Prefeitura de Carutapera, sob a gestão do prefeito Amin Barbosa Quemel, está no centro de uma controvérsia após autorizar um contrato de R$ 5.074.067,86 (cinco milhões e setenta e quatro mil sessenta e sete reais e oitenta e seis centavos) com a empresa JSV Company Serviços e Comércio Ltda. para aquisição de materiais de informática e eletrônicos. O contrato foi formalizado e assinado pela Secretária Municipal de Administração e Planejamento, Adriana Silva Carvalho de Almeida, conforme consta na Ata de Registro de Preços publicada no Diário Oficial.
A empresa contratada, registrada sob o CNPJ nº 63.135.344/0001-28, tem como atividade principal a construção de edifícios, segundo dados da Receita Federal. Apesar disso, foi escolhida para fornecer uma ampla gama de equipamentos tecnológicos, incluindo celulares, câmeras fotográficas, lentes , mais de 200 impressoras, projetores, caixas de som, impressoras 3D e até Drones
Entre os produtos listados no contrato, destacam-se:
Além disso, serão adquiridos kits de câmeras PTZ 4K, caixas de som bluetooth, HDs externos, headsets, hubs USB, GPS portáteis e até caixas de cabos de rede, todos com preços considerados acima da média de mercado por especialistas consultados.
A JSV Company, sediada na Avenida São Sebastião, nº 7, bairro Anil, em São Luís (MA), possui como atividade principal a construção de edificações . Suas atividades secundárias incluem comércio varejista de materiais de construção, papelaria, eletrodomésticos e serviços de manutenção, mas não há especialização direta em fornecimento de tecnologia de ponta ou equipamentos eletrônicos.
Moradores de Carutapera têm manifestado indignação nas redes sociais e em grupos comunitários, apontando a precariedade dos serviços públicos essenciais como saúde, educação e infraestrutura. “Enquanto faltam medicamentos e professores, a prefeitura gasta milhões com celulares e câmeras. Isso é um absurdo”, comentou a pessoa que fez a denúncia.
Especialistas em gestão pública alertam para possíveis indícios de superfaturamento e desvio de finalidade, recomendando que órgãos de controle como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado investiguem o processo licitatório e a execução do contrato.
A Ata de Registro de Preços foi assinada em 12 de janeiro de 2026, com validade imediata. O documento, digitalmente certificado pela ICP Brasil, estabelece que os itens devem ser entregues conforme os prazos definidos no Termo de Referência, anexo ao edital.
Em respeito ao contraditório e à ampla defesa, os envolvidos têm garantido o direito de se pronunciar.
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