Enquanto milhares de estudantes da rede municipal de São Luís aguardam melhorias estruturais na educação, a Prefeitura destinou R$ 500 mil para a contratação do cantor Péricles, que se apresentará no Carnaval de São Luís 2026, conforme publicação no Diário Oficial do Município do dia 6 de janeiro de 2026.A contratação foi realizada pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult), por meio de inexigibilidade de licitação, com base no artigo 74, inciso II, da Lei Federal nº 14.133/2021.
O contrato, firmado com a empresa Farias Produções Artísticas Ltda, prevê uma apresentação única do artista no dia 30 de janeiro, no bairro Cidade da Alegria, com vigência de 90 dias.O valor chama atenção não apenas pelo montante, mas pelo contraste com outro gasto recente da administração municipal. Em 31 de dezembro de 2025, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) firmou contrato no valor de R$ 500.650,00 para aquisição de fardamento escolar destinado aos alunos da rede municipal de ensino.
O contrato foi celebrado com a empresa Coliseu Indústria e Comércio Ltda, com vigência de 12 meses.Na prática, o município pagará quase o mesmo valor para vestir milhares de alunos durante um ano letivo inteiro e para custear um único show artístico durante o período carnavalesco.Embora eventos culturais sejam importantes para o calendário turístico e econômico da cidade, o comparativo levanta questionamentos sobre prioridades na aplicação dos recursos públicos, sobretudo em um cenário em que escolas enfrentam desafios recorrentes, como falta de infraestrutura adequada, carência de materiais pedagógicos e atrasos na distribuição de fardamento.Outro ponto que gera debate é a fonte dos recursos.
No caso do show, o pagamento será feito com recursos identificados na dotação orçamentária da Secult, enquanto o fardamento escolar é custeado por verba vinculada à educação, área considerada essencial e constitucionalmente prioritária.Especialistas em gestão pública destacam que a legalidade dos contratos não elimina a necessidade de análise social e política dos gastos, especialmente quando valores expressivos são aplicados em ações pontuais, enquanto políticas públicas permanentes seguem limitadas por orçamento.
A comparação entre os dois contratos evidencia um dilema recorrente na administração pública: equilibrar investimento em cultura e entretenimento com demandas básicas da população, principalmente crianças e adolescentes que dependem da escola pública.Até o momento, a Prefeitura de São Luís não se manifestou oficialmente sobre o critério de proporcionalidade entre os gastos nem sobre a expectativa de retorno social do investimento no Carnaval frente às necessidades da rede municipal de ensino.
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